Março Azul Marinho: Mês de Conscientização sobre o Câncer Colorretal

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O mês de março é marcado por uma campanha crucial de conscientização: o Março Azul Marinho, dedicado à prevenção do câncer colorretal. Este tipo de câncer, que afeta o cólon ou o reto, é um dos mais comuns em todo o mundo, mas a boa notícia é que muitos casos podem ser prevenidos com medidas simples e detecção precoce. 

No mundo, o câncer colorretal representa 10% de todos os tipos de câncer, com 1,9 milhão de novos casos anuais e 904 mil mortes, segundo o levantamento Globocan, da Organização Mundial da Saúde (OMS). É o segundo tipo mais incidente de câncer entre homens e mulheres.

No Brasil, o tumor colorretal é o quarto que mais atinge homens e o terceiro na mulher com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.O Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê para 2024 a confirmação de 45 mil novos casos da doença. 

São inúmeros os fatores de risco, a começar do cigarro, que é a principal causa evitável da doença, até os hábitos de vida. David Pinheiro Cunha, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe, explica que cerca de 30% dos tumores que atingem o intestino e o reto podem ser evitados com uma mudança expressiva no estilo de vida das pessoas.

“Mesmo diante do fator genético, já é comprovado que as pessoas que mantêm uma alimentação rica em fibras, com baixo consumo de álcool e carne vermelha e fazem atividade física diariamente, têm menos chances de desenvolver a doença”. Isso porque, segundo o médico, a obesidade também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Conheça abaixo os sintomas, causas e hábitos saudáveis que podem ajudar na prevenção do câncer colorretal, além dos cuidados necessários com o sexo anal;

Sintomas de Câncer Colorretal

Reconhecer os sinais precoces do câncer colorretal é fundamental para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

 

  1. Mudanças nos hábitos intestinais: Isso pode incluir diarreia, constipação ou uma mudança na consistência das fezes por mais de algumas semanas.

   

  1. Sangramento retal: Sangue nas fezes ou sangramento do reto durante a evacuação são sinais que não devem ser ignorados.

   

  1. Desconforto abdominal persistente:Isso pode se manifestar como cólicas, dor ou sensação de inchaço na região abdominal.

   

  1. Fraqueza e fadiga inexplicáveis: Às vezes, o câncer colorretal pode causar anemia devido à perda de sangue, levando a sintomas de fadiga e fraqueza.

Outro sintoma que deve servir de alerta é a presença de massa abdominal palpável, dores abdominais constantes, anemia sem diagnóstico ou perda de peso não intencional, principalmente em pacientes acima de 45 anos.

O câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma. Quando o paciente apresenta sintomas, já pode ser sinal de uma doença mais avançada.

Por conta disso, é fundamental a realização de colonoscopia a partir dos 50 anos em pessoas – ou 40 anos, caso haja histórico de câncer na família. Este exame pode evitar a doença, pois, por meio dele, é possível retirar pólipos, que são lesões presas na parede do intestino que poderiam evoluir para câncer.

Causas do Câncer Colorretal

As causas exatas do câncer colorretal ainda não são completamente compreendidas, mas há fatores de risco conhecidos que podem aumentar a probabilidade de desenvolvê-lo:

  1. Idade: O risco de câncer colorretal aumenta com a idade, sendo mais comum em pessoas acima dos 50 anos.

   

  1. Histórico familiar: Indivíduos com parentes de primeiro grau que tiveram câncer colorretal têm um risco aumentado de desenvolver a doença.

   

  1. Estilo de vida: Dietas ricas em carne vermelha e processada, baixo consumo de fibras, obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool estão associados a um maior risco de câncer colorretal.

   

  1. Tabagismo: Fumar cigarros tem sido consistentemente associado a um aumento no risco de câncer colorretal.

Embora esses fatores de risco não possam ser totalmente controlados, é possível reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal adotando hábitos de vida saudáveis.

 

Hábitos Saudáveis para Prevenir o Câncer Colorretal

Felizmente, muitos casos de câncer colorretal podem ser prevenidos com mudanças simples no estilo de vida. Aqui estão algumas medidas que você pode tomar para reduzir o risco:

 

  1. Adote uma dieta balanceada: Priorize alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais e grãos integrais, e limite o consumo de carne vermelha e processada. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que o consumo de carne vermelha não ultrapasse 500 gramas por semana, o que faz com que a porção ingerida diariamente seja menor que um bife do tamanho da palma da mão.

   

  1. Mantenha-se ativo: Exercícios regulares, como caminhar, correr, nadar ou andar de bicicleta, podem ajudar a reduzir o risco de câncer colorretal.

   

  1. Mantenha um peso saudável: Manter um peso corporal adequado através de uma dieta saudável e exercícios físicos pode ajudar a diminuir o risco de câncer colorretal.

   

  1. Limite o consumo de álcool: O consumo excessivo de álcool está associado a um aumento no risco de câncer colorretal, portanto, é aconselhável limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

 

Além disso, é essencial participar de exames de triagem regulares, como a colonoscopia, especialmente para aqueles com fatores de risco conhecidos. A detecção precoce pode aumentar significativamente as chances de tratamento bem-sucedido.

 

Prevalência do câncer colorretal avança entre os mais jovens

O Dr. Sidney Klajner, cirurgião do aparelho digestivo, coloproctologista e presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, explica que, apesar de a incidência deste tipo de tumor ser mais frequente na população acima dos 50 anos, casos em pacientes mais jovens vêm sendo cada vez mais frequentes nos consultórios.

“Um estudo divulgado em 2017 pela Sociedade Americana de Câncer revelou que o número de casos de tumor colorretal já estava aumentando entre adultos jovens. Em pacientes de 20 a 39 anos, para se ter uma ideia, a taxa de incidência de câncer de intestino vinha crescendo entre 1% e 2,4% anualmente desde a década de 1980”.

Segundo o especialista, de lá para cá, sobretudo em decorrência dos hábitos da vida moderna, essa curva continua em crescimento. “Cada vez mais a população se afasta dos hábitos saudáveis, apresentando piora na qualidade da dieta, aumento das taxas de obesidade e diminuição da prática de atividade física. O tabagismo e o consumo de álcool também estão associados a este tipo de tumor”, relembra.

Para que a alta dos números do câncer colorretal seja revertida ao longo dos próximos anos é necessário focar em prevenção – tanto primária, com a adoção de hábitos saudáveis, como secundária, com o rastreamento da doença. O médico da atenção primária entra como peça-chave nesse contexto.

O Dr. Sergio Eduardo Alonso Araújo, médico coloproctologista, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e diretor médico do Centro de Oncologia e Hematologia Einstein Família Dayan – Daycoval, observa que, no cenário atual, o homem, especialmente a partir dos 45 anos, faz um acompanhamento anual com o urologista, e a mulher com o ginecologista, mas, em geral, não costumam se submeter a avaliações do intestino.

“A repetição anual do exame de sangue oculto nas fezes, indicado a partir dos 45 anos àqueles que não têm histórico de pólipos ou câncer de intestino na família, é fundamental para o diagnóstico precoce e início aos cuidados”. O exame de sangue oculto nas fezes avalia a presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem ou não ser visíveis a olho nu.

Há ainda os casos em que os pacientes têm histórico familiar, em que o rastreio precisa começar 10 anos antes da idade de descoberta do tumor pelo familiar diagnosticado com câncer ou pólipos que foram removidos antes mesmo de evoluírem para a forma agressiva da doença – no caso de parentes de primeiro grau. “Em uma família na qual um pai foi diagnosticado com câncer colorretal aos 48 anos, os filhos devem iniciar o rastreamento aos 38”, explica Alonso.

Muito além da falta de rastreabilidade, a comunidade médica constantemente vem se deparando também com mitos e estigmas que afastam os pacientes do consultório, fazendo com que os diagnósticos sejam tardios, tornando impossível qualquer forma de tratamento.

Entre os principais equívocos, estão: imaginar que a prevenção do câncer de próstata também serve para prevenção de câncer colorretal; todos os pacientes com câncer colorretal usarão estomia (bolsa ligada ao corpo que coleta as fezes); e o sangramento nas evacuações sempre está ligado à hemorroida.

 

Tratamento de Câncer Colorretal

O câncer colorretal é tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer Americano (SEER – Surveillance, epidemiology, and end results), que rastreia as taxas de sobrevida em cinco anos para o câncer de cólon e reto, a taxa de sobrevida de pacientes com diagnóstico precoce chega a 90%, caindo para 70% em casos mais avançados e para 15% em pacientes com metástase. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

A cirurgia para o câncer colorretal é o principal tratamento deste tipo de câncer, sobretudo em estágio inicial. A indicação, assim como o objetivo da cirurgia (se curativa ou paliativa), deve ser determinada pelo cirurgião e a equipe que acompanha cada paciente. O tratamento consiste na ressecção de tumores no cólon e no reto (ânus).

Dependendo do estadiamento (fase em que a doença é diagnosticada), o cirurgião também faz a retirada dos gânglios linfáticos próximos e anastomose (emenda) das duas extremidades livres do intestino. No cenário de doença mais avançada, quando o câncer penetrou a parede do intestino grosso e disseminou para gânglios linfáticos próximos, a quimioterapia pode ser adotada após a cirurgia. A Radioterapia, por sua vez, não é um tratamento indicado para tumores no intestino, mas sim para casos selecionados de tumor no reto.

Em números, no momento imediato após o diagnóstico, 60% dos pacientes oncológicos são tratados por cirurgia. Ao longo do plano terapêutico, a média de pacientes que são submetidos às cirurgias curativas ou paliativas sobe para 80%. Isso sem falar que lá atrás, no momento do diagnóstico e estadiamento (identificação da fase em que a doença se encontra), nove entre dez pacientes passam por cirurgia para coleta de material para biópsia.

 

Cuidados com o Sexo Anal

O sexo anal é um aspecto da saúde que não deve ser negligenciado quando se discute o câncer colorretal. Embora não seja uma causa direta, o sexo anal desprotegido pode aumentar o risco de infecções, incluindo infecções pelo vírus HPV, que podem levar ao câncer anal. Além disso, lesões no revestimento do reto e do ânus causadas pela prática sexual anal sem cuidado podem aumentar o risco de desenvolver câncer colorretal.

Para minimizar esse risco, é importante praticar sexo anal seguro, usando preservativos e lubrificantes à base de água para reduzir o atrito e o risco de lesões. É importante lembrar aqui que, de igual maneira, a introdução de objetos aleatórios no ânus que, ao contrário de plugs e estimuladores de próstata desenvolvidos especialmente para essa prática, podem contribuir para lesões na região.

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O câncer colorretal é uma doença séria, mas muitos casos podem ser prevenidos com mudanças no estilo de vida e detecção precoce. Este mês, durante o Março Azul Marinho, é essencial conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e dos exames regulares. Além disso, não devemos esquecer a importância dos cuidados com o sexo anal para proteger nossa saúde colorretal. Ao adotar hábitos saudáveis e buscar assistência médica quando necessário, podemos reduzir significativamente o impacto do câncer colorretal em nossas vidas.

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