Mulher casada pode ter vibrador?

A polêmica envolvendo Sabrina Sato trouxe luz a esta discussão. Afinal, pode?

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mulher casada pode ter vibrador
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Afinal, Mulher casada pode ter vibrador?

Pode até parecer um título sensacionalista, mas não é… para vocês, mulher casada pode ter vibrador?

Bom vamos lá…

Hoje venho trazer um fato que saiu em vários perfis de Instagram na semana passada e que inclusive postei sobre o assunto também no meu perfil.

Um assunto que não deveria, mas ainda é tabu e polêmica: mulheres casadas que falam abertamente sobre sua vida sexual e uso de vibradores.

Na semana passada, em seu canal no Youtube, Sabrina Sato reuniu convidados para falar sobre relacionamento e consequentemente o assunto sexo também foi abordado. 

Sabrina contou que Juliana Paes lhe deu um vibrador de presente depois de conversarem e Sabrina se queixar que sua vida sexual não estava como antes depois de ter tido sua filha. 

Isso é muito comum e compreensível. 

A quantidade de mudanças que uma mulher sofre quando se torna mãe é significativa.

O uso de vibradores e produtos eróticos podem ajudar significativamente casais e principalmente as mulheres a se reconectarem com sua intimidade e prazer sexual. 

A Importância da Sororidade!

Mas o que de fato me espanta é saber que em plano 2021 mulheres são julgadas diariamente por expressar livremente sua sexualidade.

Falar sobre suas experiências e trocar experiências publicamente traz à tona o quanto mulheres podem reproduzir o machismo ainda enraizado e o quanto devemos democratizar o assunto e praticar a sororidade.

Em resumo, sororidade diz respeito a um comportamento de não julgar outras mulheres e, ainda, ouvir com respeito suas reivindicações.

A sororidade é um movimento importante pois é preciso desconstruir a rivalidade que foi colocada para as mulheres e, no lugar de tal rivalidade, pautar um sentimento de união.

Ao acolher uma mulher que fala de sexualidade e suas queixas, a gente a ajuda e outras mulheres.

Julgar uma pessoa, e nesse caso uma mulher porque ela falou publicamente sobre ter ganhado um vibrador de presente, nos mostra como as pessoas ainda não sabem o básico sobre sexualidade e prazer sexual.

Além disso, nos mostra como devemos desconstruir também o machismo reproduzido por mulheres.

casal com vibrador

Mulher casada DEVE falar abertamente sobre o assunto, SIM!

Notei diversos comentários pejorativos em relação a Sabrina Sato pelo fato de ser uma mulher casada e falar publicamente sobre o assunto.

Comentários como: “Quer mídia, fica feio até para o marido dela”, “Mulheres que tem marido falando em vibrador! É para acabar mesmo com os maridos. Tanta coisa para falar nesse momento e ela vem falar de vibrador, aff”, “Kd o marido? Não tá servindo?” Kd o marido, já não está dando conta do recado”.

Esses comentários foram feitos por outras mulheres e você podem ver em meu Instagram inclusive.

O que me espanta é justamente o fato de serem mulheres que sabem na pele o que nós mulheres passamos em relação a nossa sexualidade, corpo, assédio etc, julgando outras mulheres e julgando pelo fato de ser uma mulher casada.

Além disso notamos que o tempo inteiro nesses comentários não se fala sobre as dificuldades sexuais que Sabrina passou ou ainda passa, mas uma “preocupação “com o marido de Sabrina.

Se ele está “dando conta”,  duvidando de suas masculinidade e performance sexual ou que é falta de respeito com ele, ela falar sobre isso.

Mulheres falocêntricas!

É notável o quanto a sociedade e pasmém, as mulheres, ainda são falocêntricas. 

Mulheres que acham que nosso prazer depende e gira em torno de um pau.

Eu não fico triste pela Sabrina, pois ela de alguma forma demonstra buscar formas de melhorar sua vida sexual.

Eu sinto na verdade é pena das mulheres que acham que para sentir prazer e ter uma vida sexual plena, dependendo única e exclusivamente dos homens.

Esses comentários vêm para reforçar o que já falei em textos anteriores aqui e em minhas redes sociais sobre a falta de autoconhecimento sexual.

Mulheres que se conhecem sexualmente, sabem sentir mais prazer, chegar ao orgasmo e dividir o prazer com a pessoa com quem se relaciona, mas não terceirizar a responsabilidade ter uma boa vida sexual. 

Mulheres que se conhecem, entendem que vibradores e produtos eróticos são aliados e ajudam o casal a ter mais intimidade, cumplicidade e abertura para experimentarem coisas novas e aumentarem seu repertório sexual a fim de sair da rotina e ter sempre estímulos novos.

Meu questionamento é se essas mesmas mulheres que julgaram Sabrina sabem o que é gozar. Se elas entendem que nosso gozo e prazer é nosso.

E que se ele é sentido por nós, cabe a nós procurar a melhor forma de sentir sem depender do outro.

mulher casada

Mulheres sexualmente felizes não julgam!

Me questiono se essas mulheres são felizes e se sentem que podem ir além em seu prazer sexual.

Se elas já tiveram alguma dificuldade sexual onde precisaram de ajuda e não foram acolhidas e receberam como orientação ter relações a todo custo para que seus parceiros não as largassem a procurassem “outra na rua”, se elas ouviram que é assim mesmo e que homens gostam mais de sexo e que nós mulheres devemos fazer assim mesmo.

Não posso ser leviana de diagnosticar alguém sem antes atender e entender seu contexto de vida e sexual, mas é bem provável que as mulheres que julgaram Sabrina e que julgam outras mulheres livres, são mulheres infelizes do ponto de vida sexual e até mesmo afetivo.

Esse texto de hoje é para mostrar que ainda temos um longo caminho para a desconstrução do machismo e do prazer livre de culpa e julgamentos.

Um desabafo de uma mulher e profissional da sexualidade que diariamente encara estas situações e que em alguns momentos se desanima com comentários como os mencionados.

Desejo que cada vez mais mulheres saibam o potencial de prazer que tem e que elas descubram sua autonomia sexual.

Que mulheres casadas também tenham essa autonomia e liberdade para expressar para seus companheiros suas dificuldades e que juntos se permitam buscar ajuda para melhorar, pois a melhoria reflete em toda a dinâmica familiar.

Se desprendam do tabu e do machismo!

Quando as pessoas entenderem que sexualidade é energia de vida e faz parte de todos nós e que nossas práticas sexuais não definem nosso caráter e quem somos, teremos um mundo mais leve.

Se desprendam do tabu e do machismo que julga, aponta e aprisiona mulheres.

Machismo esse que faz com que casais não vivenciem o ápice do prazer em suas relações.

Venham para o lado gostoso do mundo dos brinquedos eróticos, dos vibradores  e do lado gostoso que é o lado orgástico da vida.

E aproveito e deixo aqui um post sensacional, completo, só sobre vibradores, para você saber tudo a respeitos deste brinquedinhos eróticos que e como eles podem mudar te trazer muito mais prazer na sua vida sexual.

Se joga e goza, mulher.

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Te convido a conhecer e a experimentar. É caminho sem volta!

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Thalita Cesário

Seja bem vinde a minha coluna na Apimentou. Nesse cantinho especial uso do meu conhecimento como Terapeuta e Educadora sexual e como lojista do mercado há quase 10 anos para fazer a curadoria de excelentes produtos e conteúdos relacionados a prazer, sexo, sexualidade, relacionamento e bem estar sexual para trazer o máximo de informação de qualidade contribuindo ao máximo para o seu prazer.Instagram: @athalitacesario

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