Meu primeiro vibrador

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Meu primeiro vibrador
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Meu primeiro vibrador

“Roberta, você já tem trinta e dois anos! Não é possível que não encontra um cara, um único cara nesse universo de 7 bilhões de pessoas para te fazer gozar mulher”. – Esse era meu pensamento toda vez que saía frustrada de uma transa e, daquela vez era a gota d’água.

Meu dia não estava muito bom. Nenhum pouco bom, aliás estava péssimo. 

Nove horas da manhã… Acabo de tomar banho, lavar os cabelos enquanto pego um café. 

Ah, o café da minha cafeteira com aquelas cápsulas de creme realmente vale todas as frustrações da vida adulta! 

Eis que, com uma mão na toalha, a outra segurando o café, piso no Vitor. O Vitor é meu gato, outro que quase nunca me decepciona.

—Shhhhi!— Tento manter o silêncio sem sucesso. Vitor faz um escândalo. 

Não, não. Não é exagero não. Ele pulou, gritou literalmente e começou a miar como se quisesse me fazer sentir culpada. 

Mas me poupe. Culpada pelo quê? A não ser por aquele ser ali adormecido na minha cama que mesmo com o escândalo do Vitor, não acordou…

Aquele espalhado na minha cama é o André. Até que ele enfeita a paisagem. 

A cama de madeira delicada bem no meio do quarto tem um motivo para estar ali. 

Além das imperfeições das paredes escondidas por quadrinhos azuis e plantinhas artificiais, a janela de vidro coberta apenas por uma longa cortina azul clarinha permite a entrada do sol e já me fornece um belo banho de vitamina D pela manhã, já que esta caixa de fósforo no centro de São Paulo não tem quintal e sequer um lugarzinho para secar roupas. 

Ok, isso não vem ao caso. 

André está lindo ali. Dorme de barriga para cima e não ronca. É um fofo. 

E que corpo lindo. Parece aqueles deuses do Olimpo assim só coberto por um lençol. 

Mas se é gostoso e bonito, por que eu não gozo quando a gente transa? O que eu fiz de errado nessa vida?

Deixo a toalha e apenas com um vestidinho leve me sento na poltrona e me coloco a admirar sua beleza. 

Penso na noite que tivemos. 

Ele trabalha no mesmo escritório que eu, mas por ser setor diferente nunca nos falamos no trabalho, apenas no bar. 

Ontem estava tudo tão bom. Beijos intensos, chupadas deliciosas na minha buceta e mete como se o mundo fosse acabar… e eu chegava a me arrepiar, gemer, mas quando ia gozar… nada. 

Me jogou na parede, levantou minha perna e meteu profundamente aquela rola dura suculenta. 

Metia devagar, alternava os movimentos, colocava mais força, chupava minha língua, olhava no fundo dos meus olhos… eu estava molhada, sentia que estava e a transa estava gostosa, mas tudo o que eu conseguia era uma sensação gostosa. 

O orgasmo não pode ser só isso, me recuso a acreditar que seja. 

Ou não faz sentido esse desespero que as pessoas ficam para transar. Será que orgasmo é só isso mesmo?

andré pelado

– Bom dia princesa! Disse o belo adormecido apertando os olhinhos por causa do sol. 

– Já é muito tarde? Me desculpe, estou atrasando você, né?!

– Relaxa. Hoje é sábado, respondi. Vou dar uma saída daqui a pouco, mas não tenho horário definido.

Nesse momento ele sorriu de uma forma safada e apareceram covinhas perdidas no meio da barba por fazer. 

Quando percebi que queria ficar e transar mais, joguei uma toalha nele e disse:

– Dá tempo de você tomar um banho e ir.

André meio desconcertado, só me olhou e foi para o banho.

Enquanto ele tomava banho recebi mensagem das meninas no meu grupo de amigas confidentes, querendo saber da noitada.

E aí, amiga, como foi? Conta tudo, perguntou Trayce.

Maravilhosa, respondi. Ele é um gostoso.

Sim, mas a pergunta é: Afinal, gozou? — perguntou de forma direta, Denise.

Duvido, escreveu Tânia, mais uma vez me desafiando.

E sem jeito, parei de responder.

Nesse instante Tânia me encaminhou um link bastante interessante. 

Era uma matéria sobre as dificuldades de ter um orgasmo, mesmo em uma relação prazerosa. 

A matéria ainda dava umas dicas de como se divertir sozinha, para encontrar o ponto certo do orgasmo. Afinal, cada uma é de um jeito.

Ainda apontava que a melhor forma de se encontrar o orgasmo é a masturbação, a famosa siririca.

Nesse momento o gato saiu do banho e eu rapidamente escondi o que estava lendo. 

Imagina como o coitado teria sua masculinidade ferida? Já que os homens sentem uma necessidade inigualável de serem validados. 

Roberta no celular

Eu não queria ser responsável pela frustração de ninguém, pois sei bem como é isso.

– Você pode me dar uma carona até o shopping? Perguntei a André.

– Claro! Posso até te acompanhar às compras se quiser. Depois a gente toma um chopp, almoça… o que acha?

– Tentador. Mas não. Pode só me deixar na porta mesmo. Depois eu te ligo e a gente faz um rolezinho, respondi a André com carinha de cachorro na chuva.

É claro que eu queria levar o gato para as compras e pra vida. 

Mas eu precisava salvar minha libido. Minha cabeça estava nesse momento em adquirir meu primeiro vibrador.

E se eu comprasse um vibrador na frente dele, acho que ele entenderia que seria para usar juntos e eu queria iniciar essa aventura sozinha, explorando meu corpo.

Fui até um sexy shop bem discreto no segundo piso do shopping. 

Logo que cheguei, me senti muito envergonhada de estar ali… o que não faz sentido algum, tendo em vista que sexo é saúde, é bem-estar.

Mas talvez seja os valores do passado, onde a sociedade insistia em punir aqueles que tinham ou queria ter uma vida sexual saudável, mesmo que sozinhas, por meio da masturbação.

Toda forma, a atendente percebeu que estava um pouco desconfortável e me ofereceu ficar em uma sala especialmente preparada para estes casos, como o meu, de ainda não estar confortável.

Comecei, aos poucos, a ficar mais confiante e ela foi me falando e mostrando diversas opções para o meu prazer. 

Ih, meu Deus… nunca vi tanta rola na minha vida. Roxa, fluorescente, com glitter, do tamanho de um dedinho, do tamanho de um braço, verde, transparente e alguns tão realistas que eu pensei: Daqui a pouco nem precisa mais de homem…kkkk.

Contei um pouco da minha historia e da falta do orgasmo para me sentir completa e feliz. 

E ela me acalmou dizendo que infelizmente isso é mais comum do que se imagina e do que se gostaria. Uma realidade que vem mudando aos poucos com mulheres corajosas como eu, indo atrás do seu prazer, sem medo de ser feliz consigo mesma.

Depois que me abri com a vendedora, ela me explicou um pouco sobre os vibradores bullets, que são conhecidos como o “meu primeiro vibrador”.

E me apresentou diversas versões deste tipo de vibrador, até que me apaixonei por um roxinho lindo, que me encheu de tesão só em olhar para ele.

vibrador bullet roxo

Mas confesso que não entendi bem como aquilo poderia ser bom e resolver o meu problema. 

Então ela começou a me explicar:

– O modelo bullet é um modelo pequeno, discreto e onde não há penetração no canal vaginal. Apenas massagem nos lábios e clitóris. É perfeito para você explorar sua vulva, em busca de sensações magnificas.

Ela me disse isso tudo mordendo os lábios e cruzou as pernas de uma forma tão lasciva que cheguei a ficar com tesão. “Que horror! Eu sou uma depravada. Uma depravada frígida, mas depravada”, pensei rindo sozinha.

Em seguida ela me mostrou um outro modelo chamado rabbit que além de poder ser inserido no canal vaginal, também estimula o clitóris. 

Porém como eu não estava muito animada com nada dentro dentro de mim, pelo menos por enquanto, comprei o que massageia apenas a parte externa.

Saí do shopping apenas com aquela sacolinha discreta, é claro, e me sentindo uma transgressora… uma protagonista de comédia romântica pelas ruas de Nova York…só que sem o romantismo.

Em casa olhei para aquela coisinha que me prometia prazer e me deitei. Exatamente onde o delícia do André havia estado. 

A cama ainda cheirava homem, suor e sexo. 

Respirei fundo, deitada de costas, tirei a calcinha, passei um lubrificante íntimo e comecei a me acariciar com a coisinha roxa do prazer. 

No início parecia cócegas. Fechei os olhos e deixei me levar. 

Os movimentos eram deliciosos e de repete a sensação de formigamento começou a vir. 

O cheiro do André, o toque do vibrador na minha bucetinha, a lembrança daquela covinha… tudo isso se misturava na minha cabeça.

Até que uma sensação completamente nova e diferente de tudo que já vivi começou a vir de forma muita intensa…

Minha buceta começa a pulsar e eu parei de dominar meus sentidos. 

Gemi forte, mordi os lábios, contorci meus pezinhos, apertei o vibrador em mim, e uma mão nos lençóis… eu não parava de tremer e… eu gozei. 

Sim, eu gozei… e muito forte. E só quando terminei me dei conta disso. 

orgasmo-intenso-2

Eu estava eufórica e radiante.

E essa euforia durou até que perceber meu gato, Vitor, me olhando e me julgando, na mesma poltrona em que eu olhava o André pela manhã.

Que vergonha, o meu gato foi o primeiro a me ver gozar, pensei gargalhando sozinha.

Não resisti. E queria ir mais fundo. 

Queria saber se o problema estava dentro da minha vagina. 

Então entrei no site Apimentou, e comecei a explorar as possibilidades. 

E minha nossa senhora… são muitas possibilidades…kkkk.

Inclusive me deparei com um bem interessante para casal, o que abriu minha mente para as possibilidades durante a transa.

Acabei comprando os dois. Parcelei e pronto… prazer em primeiro lugar.

Quando experimentei o rabbit, senti que existem muitas possibilidades de sensações diferentes para a mulher. 

Esse modelo em especial, de vibrador rabbit, ainda estimula dentro do canal vaginal, no clitóris e no ponto G. 

É uma explosão de sensações. Eu sentia pulsar lá dentro e também por fora. Eu mudava a intensidade dos movimentos e meu corpo respondia com diferentes sensações de prazer.

Uma loucura… e uma delicia.

O vibrador para casal foi um pouco mais “complexo”, pois tive que conversar antes com o André, par entender o porquê de usar… 

E para minha surpresa, ele adorou a novidade e super topou.

Foi estranho no início… porque foi meu mecânico até a gente entender como funciona bem para gente como casal.

Hoje ele é nosso melhor amigo…kkk.

Comprei uma caixinha linda, super colorida e coloquei o nome de caixinha do prazer… com todos os meus brinquedinhos.

Está tão cheia de produtos e vibradores que daqui a pouco vou ter que comprar uma maior.

Deixar de gozar, nunca mais!

FIM - Meu primeiro vibrador

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Dricka Dellavassa

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